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O que diferencia iOS e Android, os principais sistemas operacionais?

O que diferencia iOS e Android, os principais sistemas operacionais?

Android e iOS concentram a maior parte do mercado dos smartphones.

Escolher um smartphone não é apenas decidir entre marcas ou preços. Por trás da tela, o sistema operacional pode ajudar a determinar o desempenho, vida útil do aparelho, nível de personalização e até a quantidade de aplicativos que vêm instalados de fábrica. 

Android e iOS concentram a maioria do mercado, enquanto o HarmonyOS, da Huawei, é uma alternativa "mais restrita" a alguns países e ecossistemas específicos. Na prática, todos cumprem a mesma função, rodam aplicativos, gerenciam recursos e conectam o usuário à internet. 

Mas são as diferenças entre esses sistemas que ajudam a entender por que um iPhone costuma manter desempenho estável por mais tempo, enquanto celulares Android oferecem mais liberdade de customização, mas enfrentam maior fragmentação de atualizações.

— O primeiro ponto é entender por que esses sistemas existem. O iOS é um sistema proprietário da Apple, criado para funcionar exclusivamente com um hardware que também é desenhado pela própria empresa — explica o especialista em tecnologia Wally Niz.

Index
  1. iOS traz integração entre software e hardware
    1. Android tem sistema aberto
    2. Por que alguns celulares "envelhecem mais rápido"?
    3. Por que não existe "um Android só"?
    4. Riscos para públicos diferentes
    5. Por que celulares Android vêm com tantos aplicativos instalados?
    6. Qual "sistema" está presente em cada marca?

iOS traz integração entre software e hardware

No caso do iOS, a Apple controla toda a cadeia: do chip ao sistema operacional. É justamente essa integração que permite que o software seja otimizado especificamente para cada componente do aparelho, incluindo a própria loja do aparelho, a App Store.

— O driver de som, o driver de vídeo, toda a comunicação do sistema é feita pensando naquele hardware específico. Isso faz com que o iPhone consiga entregar bom desempenho mesmo com especificações técnicas inferiores às de muitos Android — afirma Niz.

Essa proximidade entre software e hardware também explica por que os iPhones costumam "envelhecer melhor" em termos de desempenho.

— Muitas pessoas trocam de iPhone mais por causa da bateria do que por lentidão. Mesmo com atualizações, o sistema não perde performance de forma tão perceptível — explica.

Outro efeito desse modelo fechado é a padronização das atualizações: quando uma nova versão do iOS é lançada, ela chega ao mesmo tempo, para todos os modelos compatíveis. Isso porque a Apple define uma data e atualiza todos os aparelhos no mesmo dia, do modelo mais novo ao mais antigo que continua no suporte.

Android tem sistema aberto

O Android segue um caminho oposto ao da Apple. Desenvolvido pela Google como um sistema de código aberto, ele pode ser adaptado livremente por fabricantes como Samsung, Motorola, Xiaomi, Jovi e OPPO. Além disso, assim com o iOS, traz sua própria loja, a Play Store.

Ele é open source. Isso significa que qualquer fabricante pode pegar o código, modificar e adaptar ao seu hardware sem custo, explica o especialista.

Assim, cada fabricante precisa adaptar a nova versão do Android ao seu hardware. Um Galaxy S25 Ultra, por exemplo, recebe atualização em uma data, enquanto um modelo intermediário tende a receber meses depois.

Além disso, numa mesma fabricante, há dezenas de configurações diferentes de hardware, tornando o processo mais lento. Desta forma, é muito mais complexo suportar centenas de modelos diferentes do que três ou quatro versões de iPhone, diz o especialista.

Por que alguns celulares "envelhecem mais rápido"?

Sistemas possuem interfaces diferentes.

A necessidade de adaptação de sistema para sistema ajuda a explicar por que atualizações de Android nem sempre chegam a todos os aparelhos.

Muitas vezes, modelos mais antigos deixam de receber novas versões porque o esforço para adaptar o sistema não compensa. E também existe, sim, um componente de obsolescência programada.

Segundo o especialista, mesmo quando o hardware ainda funciona bem, a incompatibilidade com versões mais recentes de aplicativos acaba forçando a troca do aparelho pelo usuário:

— Chega um momento em que o sistema não suporta mais os apps mais usados, e isso empurra o usuário para um celular novo.

Por que não existe "um Android só"?

A multiplicidade de interfaces, One UI, HyperOS, ColorOS, Hello UI, é outra consequência do caráter aberto do Android. A Samsung, por exemplo, tem o Knox, que envolve chips e camadas extras de segurança. 

São essas pequenas particularidades que exigem modificações no sistema e, além da parte técnica, há também a construção de identidade.

— Cada fabricante busca criar uma experiência própria, com visual, recursos e serviços exclusivos. É por isso que o Android da Samsung é o One UI, o da Xiaomi é o HyperOS, e assim por diante — resume.

O chamado Android puro hoje é raro fora dos celulares Pixel, da Google, que funcionam como uma "vitrine" do que o sistema consegue fazer sem personalizações. Um tempo depois, muitas dessas funções testadas também acabam aparecendo nos celulares de outras marcas.

Riscos para públicos diferentes

Android possui a Play Store, enquanto iOS conta com a App Store.

Em termos de segurança, o cenário varia conforme o perfil do usuário. Para o usuário comum, o Android é mais suscetível a malware do que o iOS. 

— Não porque seja inseguro, mas porque há mais aparelhos, mais lojas alternativas e um controle menos rígido na publicação de apps — explica Wally.

Por outro lado, no ambiente corporativo, o Android leva vantagem, segundo o especialista. Isso porque o Android Enterprise permite separar completamente o ambiente pessoal do corporativo no mesmo aparelho. Com isso, é possível ter dois WhatsApps, além de dois perfis, com políticas de segurança independentes.

Por que celulares Android vêm com tantos aplicativos instalados?

A presença de aplicativos pré-instalados, especialmente em celulares Android, também faz parte de uma estratégia comercial.

— São parcerias. O fabricante ganha para colocar determinados apps já instalados, e a empresa parceira ganha uma porta de entrada direta no celular do usuário — explica.

No caso da Apple, a estratégia adotada vai no caminho oposto. 

— A Apple preza muito pela experiência do usuário, desde abrir a caixa até usar o aparelho. Eles evitam qualquer coisa invasiva porque sabem que isso gera rejeição, como foi quando a empresa inseriu automaticamente um álbum do U2 nos dispositivos anos atrás — finaliza.

Qual "sistema" está presente em cada marca?

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