Um levantamento da Digitain analisou os recursos de privacidade de dez navegadores e identificou diferenças relevantes no risco de exposição de dados dos usuários. O Safari ficou em oitavo lugar, com 47 pontos no Privacy Risk Score, índice que mede o nível de coleta e uso de informações pessoais durante a navegação.
O ranking, organizado do maior para o menor risco, foi liderado pelo ChatGPT Atlas, com 99 pontos, seguido pelo Google Chrome, que obteve 76 pontos. Na outra ponta, Brave e Mullvad Browser se destacaram por priorizar a proteção da privacidade, com bloqueio de rastreadores por padrão, código aberto e menor criação de perfis de usuários.
A metodologia do estudo foi baseada na média de três indicadores principais:
- Privacy & Anti-Fingerprinting Index Score: mede a capacidade do navegador de bloquear técnicas de impressão digital, usadas para identificar usuários a partir de características do dispositivo e do comportamento de navegação.
- Tracker & Data Blocking Index Score: avalia a eficácia no bloqueio de rastreadores e na limitação da coleta de dados por terceiros, como anunciantes e plataformas de análise.
- Connection & Navigation Security Index Score: analisa a segurança das conexões e da navegação, incluindo o uso de protocolos criptografados e a proteção contra ataques cibernéticos.
A soma ponderada desses três fatores resultou no Privacy Risk Score final, no qual pontuações mais elevadas indicam maior risco à privacidade do usuário.
Presença de IA
De acordo com a Digitain, navegadores que apostam fortemente na integração com recursos de inteligência artificial tendem a apresentar maior risco à privacidade, já que esses sistemas dependem do uso intensivo de dados para funcionamento, aprendizado e personalização.
Paruyr Harutyunyan, diretor do grupo de marketing digital da empresa, afirmou que esse tipo de navegador tem atraído um grande número de usuários pelo apelo da inovação e das novas funcionalidades. Ele ressalta, porém, que a adoção da IA pode resultar em uma coleta mais ampla de informações pessoais, muitas vezes de forma pouco perceptível ao usuário, e que a presença dessa tecnologia não deve ser interpretada, por si só, como garantia de maior segurança ou proteção de dados.

